quarta-feira, 21 de março de 2012

Stripy cats and busy ladies

Agora que ando com a cabeça enterrada nos livros, ocupadíssima a tentar justificar teoricamente as questões que quero colocar aos meus entrevistados, venho para estas bandas apenas para deixar uma sugestão de blog. 

A Rita é uma investigadora de profissão, vive de acordo com uma filosofia minimalista e dá sempre umas dicas maravilhosas. Hoje é daquelas que me fala ao coração, é sobre organização do tempo quando se trabalha em casa.

Vão lá e gostem e subscrevam e leiam-na, que a miúda ajeita-se!

http://busywomanstripycat.blogspot.pt/2012/03/trabalhar-em-casa-dicas-para-aproveitar.html

sábado, 26 de novembro de 2011

Metodologia




Nem só de queixinhas vive a doutoranda e nesta fase produtiva partilho alguns métodos que tenho utilizado para me organizar. E com partilho quero dizer, vá, escrevo aqui para não me esquecer.

Agenda – Depois de algumas tentativas-erro, consegui estabilizar no sistema de uma agenda e um caderno de tarefas.

Na agenda escrevo as tarefas diárias, as reuniões, os almoços, as ideias em geral. Utilizo-a quase como um diário; ainda há pouco tempo precisei de ir rever o que fizera no dia tal e lá estava. Dá-me jeito por mil razões, sendo que a memória é uma das muito importantes. Já dei por mim a fazer desenhos e a escrever receitas.

No caderno de tarefas tenho um esquema GTD modificado. A meio do caderno tenho as grandes tarefas (Redacção do capítulo 1; Publicação de artigos; Trabalho de campo; Tarefas burocráticas; etc.). Debaixo dessas tarefas tenho a decomposição de todos os pequenos passos para as completar. 

Semanalmente revejo as tarefas e passo para a minha lista diária o que quero fazer ou tenho mais urgência. Assim tenho sempre as tarefas grandes em mente e consigo ao mesmo tempo entender o que preciso de fazer para cumprir o meu calendário.


Computador – O meu computador não é um reflexo da secção doutoral da minha casa, já que é talvez o melhor reflexo de alguma mania da organização, que não consigo transplantar para outros campos da vida.
A pasta Doutoramento está dividida por secções que, por sua vez, estão divididas em subsecções. Exemplo: a pasta Redacção da Tese está dividida por Trabalho de Campo, Capítulos e Entrevistas. Dentro desta, os ficheiros estão devidamente descritos e datados. 

Isto da data foi um ovo de Colombo, um engenho nascido da necessidade, de não saber a quantas andava com os milhentos documentos que ia criando, todos com o mesmo nome.

Tarefas - Apesar das mil tarefas que o doutoramento implica, foi necessário despachar algumas mais prementes. Num mês de reuniões e balanços, de repente caiu-me nos braços uma série de coisas novas [ou velhas para acabar]. Depois de ter conseguido mais dados, dei por terminada a primeira fase do trabalho de campo (nem acredito!) e foi preciso registar todos os movimentos, todos os pensamentos, tudo. Esse pequeno passo tomou-me cinco dias completos. CINCO! Depois da recolha de dados foi preciso codificar, introduzir em SPSS, fazer frequências e crosstabs, passar para Excel para os gráficos ficarem todos lindinhos e tudo devidamente identificado e, finalmente, ler as tabelas e os gráficos, escrever as conclusões da leitura, fazer comparações e inferências. Coisa pouca. 42 páginas depois, lá enviei o documento à orientadora para podermos discuti-lo.

E agora, de repente, fico com tudo para trás, nomeadamente um artigo que TEM que ser publicado sob pena de vir cá a casa um senhor do Centro que me acolhe dar-me um piparote nas orelhas. 

Planos para o futuro – 2012 promete. A última fase do trabalho de campo vai ter mesmo que ficar pronta durante este ano, para poder usufruir de um 2013 de escrita. Não quero ultrapassar o tempo de bolsa. E isso é algo que está perfeitamente no horizonte, desde que 2012 seja o ano de todas as recolhas de dados.

É com entusiasmo e vontade de produzir que encaro este novo ano que já está mesmo a espreitar. 

E, por uma vez, não me queixei!!!

sábado, 19 de novembro de 2011

(in) definições


O silêncio não se deve a mais do que a excesso de trabalho. Não me queixo, que o regresso à produtividade, depois de uma metade de ano para esquecer, está a ser mesmo aquilo que precisava para me sentir novamente pessoa. 

Hei-de mudar o Mundo. Se me conseguir manter acordada.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Construindo uma tese



Atingida a barreira dos dois anos de bolsa, chega-se a meio caminho e vê-se o que se fez. 

Até agora tenho a fase 1 do trabalho de campo terminada, dados analisados e devidamente pensados. Um bonito texto está escrito sobre eles e até os vou apresentar no próximo mês sob forma de poster.

Teoricamente, tenho um capítulo escrito. É pouquíssimo, eu sei, mas era um dos piores capítulos, dos mais difíceis para mim - sociologia da infância, que comecei do zero - e tirando uns acertos aqui e ali, mais uma secção que ainda está fraquinha, tenho um primeiro rascunho bastante razoável. 

Pelo meio tenho um artigo publicado e outro prestes a submeter. E muita faladura botada, que isso é que eu gosto, de ter público. Posso ser uma actriz barra cantora falhada mas arranjei maneira de ter outro palco.

Entra-se no próximo ano na fase 2 do trabalho de campo e na escrita de pelo menos dois capítulos. Trabalhando no Verão, vou fazer férias já mesmo quase no Outono, mas aguarda-se com ansiedade a rentrée.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tempo tempo tempo não tenho tempo tempo tempo tempo



Desde o início do ano que esta vidinha deu uma volta grande e estranha. Especialmente desde meados de Março que a concentração não tem sido a melhor, admito, confesso, flagelo-me. Como não vivo sem a ilusão de organização, tomei medidas.

Primeiro instalei um contador no PC; sempre que me desviava do trabalho para fazer uma tarefa doméstica ou, confesso, flagelo-me, admito, ver uma série (a culpa é minha que estejamos no auge da época televisiva americana?!? Não é!), pausava o contador. E no primeiro dia fiquei catatónica, enrolada sobre mim mesma no chão da cozinha quando vi quantas horas trabalhava. Não digo quantas, que é feio, mas adianto que se a minha produtividade já é considerada por terceiros como sendo para cima de espectacular, se investisse 7 horas por dia tinha a tese feita desde 1976. 

Os números no contador foram aumentando, proporcionalmente à a minha auto-estima e garantindo uma melhor resolução da culturalmente induzida culpa judaico-cristã que me assolou durante uns dias. Há dias melhores, há dias piores, mas esta medição absolutamente anal do tempo é o que me mantém com a noção de produtividade/ hora conforme a tarefa. 

Agora esta mocita com a mania das organizações e com a disciplina de um macaco decide que se calhar não era mal pensado fazer uma espécie de horário escolar. Há uma regra das profissões criativas (não me lixem, escrever uma tese é um ramo criativo!) que é escrever todos os dias e acho que me ando a esquecer um bocado desse corolário. Por isso, no meu magnífico horário escolar em Excel tenho pelo menos uma hora diária dedicada à escrita. Também tenho umas horas semanais dedicadas a tudo quanto seja métodos, que também é uma área que está a ficar descurada; a metodologia e o desenho da pesquisa têm que estar sempre a rodear todo o trabalho de tese, dizem-me. 

Vamos ver o resultado destas novas medidas. No fundo, os detalhes de gestão de tempo são uma aprendizagem nestes tempos mansos de doutoramento. Tenho perfeita noção da tranquilidade relativa deste momento académico e do seu carácter quase irrepetível. Por isso vou falhando e aprendendo, acertando e aprendendo. Mas sempre aprendendo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A percepção do tempo


Apercebo-me de tudo quanto tenho feito este ano (e ainda vamos em Março!). No início do ano publiquei o Working Paper, já enviei um abstract para um outro paper, já revi novamente a minha base de terreno e o capítulo 1 já tem 15 páginas escritas do zero e sobre uma matéria que dominava muito mal. 

Fiz isto tudo. Mas continua a ser uma dor de alma ter que ler um livro e demorar horas intermináveis. E depois fica o inevitável sentimento que aquilo não é trabalho. E a incompreensão generalizada sobre o que raio faço eu da vida. Não é coisa que me perturbe diariamente. Mas há dias e dias neste ofício...


sexta-feira, 4 de março de 2011

Eish, tanto tempo!


Amizades, 2011 corre-me maravilhosamente mas andou agreste de saúde e agora está agreste de trabalho. Primeiro, um início de ano constipada. Ora aparecia ora desaparecia... até que à terceira tentativa apanhou-me já em forma de monstro gripal e andei por aí, febril e fraquita. Já passou, óptimo, maravilha. Entre uma ou outra maleita extra que de grave não tem nada, lá regressei ao trabalho. Ainda a medo de ir para Lisboa apanhar frio, forcei-me a sair para trabalhar nas bibliotecas municipais à volta. Sabe bem, apanha-se um solzito, lancha-se croissants. 

Entretanto a orientadora muda de instituição de ensino (estou muito feliz pela sua progressão!), o que me retirou temporariamente do contacto mais frequente com o ISCTE. Apareço lá para o ocasional trabalho na biblioteca, que culmina inevitavelmente em almoços de sushi com a minha parceira Diana e com livros requisitados para depois ler em casa. Tenho mesmo que regressar à casa de acolhimento, preciso de socializar dentro do meu grupo de pares e estar num ambiente propício ao trabalho académico (e não tanto ao inevitável trabalho doméstico).

Falando em trabalho doméstico, há coisa de duas semanas apercebi-me que nunca havia medido quantas horas trabalho por dia. Acede-se ao download.com, saca-se um relógio multifuncional e cada vez que saio do PC, paro para ver uma série, vou fazer a cama ou o jantar ou me perco com objectos brilhantes em geral faço pausa no relógio. E no primeiro dia fui invadida por uma terrível sensação de culpa perante uma evidência aterradora. Não vou dizer quantas horas estava a trabalhar porque, mesmo sinceramente, tenho vergonha. Contudo, como boa aluna que sou, aprendo com os erros e neste momento forço-me a fazer x horas por dia. A minha produtividade - muito literalmente - triplicou e não podia estar mais satisfeita com os resultados reais que isso tem trazido ao meu pobre capítulo 1, que anda para aqui empancado desde que nasceu.

Psicologicamente, ao chegar à marca dos dois anos de bolsa, sinto-me aterrorizada. Mas não muito, que eu não sou de sofrer antecipadamente. Faltam dois anos e picos, é tanto quanto até agora; e sinto que sou capaz, não tenho dúvidas. Mas a enormidade do trabalho empírico que me espera (segunda volta de trabalho de campo e entrevistas a meio Portugal) deixa-me com um nó no estômago. Ou então ando a comer croissants a mais e agora diz que é nervos. 

E agora, depois destas aventuras todas, tenho o primeiro capítulo para organizar e começar a redigir, uma apresentação para Maio, o texto dessa mesma apresentação para Abril e o plano de regressar ao terreno o mais rapidamente que me seja possível. Não me queixo da vida, só estou um bocadinho assoberbada. 

Deixo-vos um link para a mais recente descoberta: http://openlibrary.org/
Ora, andava eu em busca de um livro do Talcott Parsons que não existe na biblioteca do ISCTE, estive meeeesmo para o comprar mas o meu rico Google acabou por me presentear com este magnífico site. A malta inscreve-se de grátes, escolhe o livrinho e lê online. "Nhe nhe nhe ler online é chato". É mais chato gastar dinheiro com um livro que se vai usar três ou quatro vezes. Family, socialization and interaction process tem o condão de me oferecer pensamentos suicidas, mas pelo menos não paguei por ele. Espero que venha trazer algo de bom para os dois leitores deste blog.

Um forte abraço e até ao meu regresso. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Este vai ser um bom ano



Acabo de receber a notícia que o meu Working Paper foi aprovado para publicação. O link, brevemente, aqui.
Feliz.
Do the Snoopy Dance!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Best compliment ever



Perante um pedido de revisão de um artigo no qual ando a trabalhar, o rapaz diz-me a frase "Eish... estás a escrever como naqueles livros da faculdade...!"

Gotta love him.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Profissão: escritor



Nunca temi as palavras, sempre as abracei por aquilo que são e pelo efeito que causam. Adoro asneiras, adoro onomatopeias. Adoro nomes próprios e suas derivações. Adoro jogos de palavras e piadas cuidadosamente pensadas. Depois há as que odeio, as que não posso ouvir, as que me fazem regurgitar um bocadinho. 
Alimento uma tese e três blogues. Alimento o Facebook diariamente. Porque preciso de validação, claro. Mas porque preciso sobretudo de expelir todas as palavras que invadem diariamente a minha cabeça.

Adoro palavras.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

It's funny because it's true

Disclaimer

É um bocadinho estranho mas absolutamente necessário, quando empresto um livro, dizer a frase "Não ligues às notas de lado... é que às vezes, quando discordo do autor, discuto com ele a lápis, na margem..."

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

We're never happy

Estas é que a sabem toda!


Adoro as temperaturas outonais, sou fã do Inverno, mas quando estamos todos encasacados a tentar ler/ pensar/ escrever, e o pingo teima e sentimos a cabeça cheia de muco desde o queixo até ao cerebelo, torna-se desagradável e desejamos o quentinho da outra metade do ano. Claro que depois temos a Primavera, que bom, é mais quentinho, as cores são mais vivas, os passarinhos passarinham, mas eu só consigo lembrar-me que tenho que comprar duas caixas de Aerius e não sair de casa, sob pena de não conseguir ler/ pensar/ escrever. E no Verão, ahhhh, que saudades do Verão, podemos ler na praia, andar de cuecas pela casa, mas o que acaba por acontecer é que fica quente demais durante o dia e nem se consegue ler/ pensar/ escrever! À noite está-se, como se diz na minha terra, espapaçada. 

Isto para dizer que passei a última semana no pior cenário possível: doente, gelada mas com um prazo para cumprir. Não era nada de extraordinário, nada que eu não pudesse adiar mais uns dias se precisasse mas teimei que não adiava. E agora estou, claro, sem ver grandes melhoras. Porque sou teimosa. Porque adoro o Inverno. Porque estou vestida com umas dezoito camadas de roupa e continuo a achar que adoro o Inverno. 

Que venha o Verão. Para eu me poder queixar outra vez.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O bolseiro e o café

Como se a Nespresso não fosse já suficientemente do demo, hoje comprei uma french press. Prevejo uma bolseira muito agitada num futuro próximo. 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Natal e outros dias difíceis


Felizmente, por estas bandas não há grandes dramas familiares natalícios. A malta dá-se bem, as viagens entre famílias são simples e relativamente curtas, não há problemas. Os problemas vêm antes de todas as festividades, nomeadamente quando se está em casa e é mais fácil utilizar uma terça-feira às 15h para fazer compras do que o dia 1 de Dezembro ao meio-dia. 

O agnosticismo que me contamina a alma faz com que eu só goste do Natal pelos presentes, tanto para mim quanto para os outros, e é isso que me causa o grosso do stress. Ora, eu como sou a imaginativa da família, sou aquela que compra os de mim para os outros, os dos outros para os outros e, qualquer dia, os dos desconhecidos para os desconhecidos. Por isso, desde fins de Novembro que, como de costume, ando tipo barata tonta a ver montras, a anotar ideias, a fazer encomendas online... 

E hoje é um dia daqueles que traz um enorme sentimento de culpa ao bolseiro: o dia em que, apesar de se ter um prazo para daqui a 14 dias, se toma a decisão consciente de não trabalhar porque há compras para fazer.  Consegui, no meio disto tudo, agendar dois dias para compras. Uma tarde já lá foi, com sucesso mediano. Hoje vai ter que ser muito bem sucedida (mais stress?). E aquela recta final do "Aaaaaaaaaaaai que me esqueci da prenda para a sogra" vai ter que ser feita numa manhã, estar no centro comercial ou na Baixa de Lisboa às 10 em ponto e fugir o mais rapidamente possível!

Mal posso ver chegar 24 e 25, que poderiam ser os dias de maior stress,  mas acabam por ser os mais descansados, aqueles em que se respira de alívio porque é só sentar, comer e aproveitar. E nem me falem em Janeiro, cuja chegada aguardo com ansiedade.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Rant!



Exaspera-me as cabeças pequenas e de compreensão estreita, que não compreendem que eu trabalho. Não é o trabalho de repartição nem o trabalho numa empresa. Também não é uma fábrica ou uma loja. Mas eu trabalho. Acordo cedo, faço hora de almoço, organizo a casa num instante se for preciso, até vou às compras às horas catitas, quando não está ninguém no supermercado, mas fora isso estou sentada em frente ao PC ou em frente a um livro ou rodeada de artigos e canetas e garrafas de água e chávenas de café. E se necessário for, continuo a trabalhar depois de jantar porque os prazos não se compadecem com tarefas domésticas. E se necessário for, o trabalho prolonga-se pelas horas silenciosas do prédio, quando todos dormem e uma totó tecla incessantemente. Também tenho o péssimo hábito de trabalhar ao fim-de-semana, mas esses eu lá vou conseguindo manter para mim. 

Adoro ser bolseira a tempo inteiro, ter mais tempo para fazer almoçaradas, adorei ter ido beber um café a casa de uma amiga que tirou o dia e me convidou para lá aparecer (e que, aliás, é das poucas que compreende perfeitamente o que faço na vida), mas sabem o que faço depois do intervalo? O mesmo que vocês, regresso ao trabalho. Começo a sentir-me refém dos sentimentos feridos dos outros, mas não posso saltar perante a voz de comando de quem me atira "Mas tu até estás em casa...". E sei que as pessoas ficam chateadas quando eu não apareço porque até estou em casa, que razão terei eu para não aparecer? Não sei, se calhar não ter que devolver a bolsa por inteiro no fim do meu contrato porque andei a beber cafés em vez de redigir uma tese. 

Agora se o vosso problema é a forma e não o conteúdo, aí já não posso ajudar. Porque de facto eu escrevo na mesa de jantar ou na cozinha e leio no sofá. E às vezes até escrevo na varanda a apanhar sol. Se vos tranquiliza as emoções eu vou para um open space qualquer, eu mudo-me para a Universidade a tempo inteiro só para não perturbar o vosso frágil ecossistema. 

E isto vem num dia em que ainda não parei senão para comer. Deve ser da boa vida que levo. 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Back to basics: fichas de leitura


Quando se tem que ler (e reler, que ainda é mais doloroso) o volume de artigos, capítulos e livros que um doutoramento exige, só a leitura é sempre insuficiente. Por muito que se tomem notas o mais certo é o conteúdo cair no esquecimento e exigir ainda outra leitura, o que é coisa para enlouquecer qualquer pobre candidato a sotor. E daí a importância das fichas de leitura.

A bem da verdade nunca me ensinaram um método catita de fazer fichas de leitura. Por isso inventei o meu que, suponho, deve ser muito parecido com o da maioria das pessoas. 

1. Ler o artigo/ livro/ capítulo sublinhando os trechos importantes e fazendo notas nas margens o mais completas possível, para depois se tornar mais fácil (em estando na biblioteca o rabiscanço já não é possível e, por isso, é com ligação directa ao papel ou ao PC. Crianças! Não riscai os livros!). Resultado: tenho uma biblioteca de livros riscados, sublinhados, fluorescentes e afins. 
2. Normalmente depois faço a ficha à mão primeiro. Tenho um caderninho onde vou acumulando fichas de leitura e quando me dá a vontade passo para o PC.
3. Na ficha utilizo o método:
- Página
- Resumo do que sublinhei ou nota de margem
- Se necessário, citação.
4. No PC utilizo o sempre maravilhoso EndNote, que não só faz umas bibliografias e citações lindas como tem espaço para notas e é nesse campo que introduzo as minhas fichas.

Em média demoro um tempo imenso nisto tudo. Pelo menos duas horas por capítulo (dois dias e meio para o The Sociology of Childhood na semana passada), e depois mais uma hora entre ficha de leitura e passagem para EndNote. Bem sei que o passo manual parece perda de tempo, mas a vantagem é poder levar o caderno das fichas para qualquer lado, ao contrário do portátil, que é sempre uma chatice de alancar. 

Pelamordasanta, vocês partilhem comigo as vossas experiências ficheiras...!